DEEC, Polo II, 3030-290 Coimbra
+351 239 796 380

Universidade de Coimbra

Ao assinar o “Scientiae thesaurus mirabilis”, D. Dinis criava a Universidade mais antiga do país e uma das mais antigas do mundo. Datado de 1290, o documento dá origem ao Estudo Geral, que é reconhecido no mesmo ano pelo papa Nicolau IV. Começa a funcionar em Lisboa, sendo transferida definitivamente para Coimbra em 1537, por ordem do Rei D. João III, após um período de migração entre estas duas cidades. É no Paço Real da Alcáçova, mais tarde Paço das Escolas, que se concentram todas as Faculdades da Universidade de Coimbra – Teologia, Cânones, Leis e Medicina.

Inicialmente confinada ao Palácio Real, a Universidade foi-se estendendo por Coimbra, modificando-lhe a paisagem, tornando-a na cidade universitária, alargada no século XX com a criação do Pólo II, dedicado às engenharias e tecnologias, e já neste século com um terceiro Pólo, na área das ciências da saúde.

Hoje em dia, a Universidade de Coimbra conta com oito Faculdades (Letras, Direito, Medicina, Ciências e Tecnologia, Farmácia, Economia, Psicologia e Ciências da Educação, Ciências do Desporto e Educação Física) e mais de 22 mil alunos.

Estudar na Universidade de Coimbra é dar continuidade à história da matriz intelectual do país, que formou as mais destacadas personalidades da cultura, da ciência e da política nacional.

Com uma incontornável herança histórica, a Universidade de Coimbra celebrou em 2015 os seus 725 anos. Contando com um património material e imaterial único, fundamental na história da cultura científica europeia e mundial, é desde 2013 Património Mundial da UNESCO.

Estudar em Coimbra é diferente de estudar em qualquer outra parte do país. As relações são mais fortes, os sentimentos e as alegrias mais vividas. Devido à enorme tradição e vida académica nesta cidade, as amizades que aqui se constroem perduram para toda a vida.

Existe uma extensa lista de tradições que influenciam a esta vida académica:

  • Praxe – Surgiu na Universidade de Coimbra como forma dos mais velhos integrarem os caloiros (recém-chegados), num ambiente de hierarquia. Conhecidas inicialmente como “investidas” foram suspensas em 1727 pelo rei D. João V devido à morte de um estudante. Apenas nos anos 80 do século XX é que se começou a adquirir moldes que hoje em dia se pratica. Hoje em dia a praxe existe na maioria das instituições de ensino superior do país. Baseado na expressão “Dura Lex Sed Lex” (“A lei é dura, mas é lei”), a praxe tem como lema “Dura Praxis Sed Praxis” (“A praxe é dura, mas é praxe”) para marcar a ideia que quem quer entrar neste mundo, tem que se sujeitar às regras.

  • Capa e Batina – Têm origem nas indumentárias dos padres (que dominaram o ensino em Portugal durante muito tempo) e surgiram como forma de diferenciador os estudantes das restantes classes e eliminar distinções entre alunos. O elemento mais conhecido e também o mais icónico é a capa.

  • Queima das Fitas – A tradição de queimar as fitas remonta ao século XIX, mais precisamente à década de 50. Há notícias dessa época, em que, Segundo Eduardo Proença-Mamede “grupos de estudantes que, vendo-se passados nos exames do 4.º ano, se juntavam por Faculdade à Porta Férrea e aí faziam um cortejo até ao Largo da Feira, onde as fitas tinham um fim: eram queimadas numa pequena cova no chão onde ardia um pequeno lume”.
    O acto de queimar as fitas é anterior à própria Queima. “As festas do ponto” (latadas do fim do século XIX, serviam para assinalar o final do ano académico e a “libertação” dos caloiros.
    Entre 1880 e 1898, celebram-se os Centenários, com cortejo, sarau, toiradas e até fogo de artificio. Foi com o Centenário da Sebenta e o Enterro do Grau, que as comemorações adquiriram o lado crítico e social, através dos cortejos alegóricos.
    O primeiro acto conhecido das festas ligadas à Queima das Fitas, data de 1901 e já com um programa devidamente estruturado. Foram os estudantes do IV ano jurídico que em finais de Maio organizaram um cortejo com cerca de 20 carros alegóricos.
    A 27 de Maio de 1913, devido ao famoso episódio do boné (um estudante roubou um boné a um tenente da guarda, a polícia decide “controlar a queima”, colocando na rua muitos dos seus elementos.
    Devido à conjuntura política e social (1.ª Grande Guerra), houve vários interregnos. É em 1919 que o cortejo é participado por todas as Faculdades.
    Em 1920 surge o primeiro programa oficial da Queima.
    A partir dessa data, foram sendo adicionados os outros eventos que hoje conhecemos: a Garraiada (1929/1930); a Venda da Pasta (1932); o Baile de Gala das Faculdades (1933).
Mais uma vez, a situação política, desta feita nacional, repercutiu-se na Queima das Fitas: a 22 de Abril de 1969 é decretado o luto académico, tendo-se este período caracterizado pela greve às aulas e pelo debate exaustivo dos problemas das faculdades e da Universidade; o descontentamento reflecte-se  no cancelamento das festividades: “O Conselho de Veteranos decretou o luto, com capa e batina fechada e proibição do uso de insígnias, e a Reunião Geral de Grelados deliberou o cancelamento da Queima das Fitas”.
    Em 1979 a Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra presidida por Maló de Abreu, decide organizar pelos seus próprios meios a Semana Académica, que decorreu de 2 a 10 de Junho. Foi o reforço para todos os que queriam voltar aos festejos da Queima, contra os que queriam manter o luto académico.
    A Queima regressaria em 1980 devido à enorme adesão da Semana Académica.
    A Queima é para os quartanistas fitados a derradeira passagem da vivência estudantil coimbrã. Para os caloiros a emancipação, para os Veteranos talvez o fim da caminhada…

  • Festa das Latas e de Imposição de Insígnias – Também conhecida como “Festa das Latas” surgiu como cortejo carnavalesco onde os caloiros se apresentavam a cidade com vários cartazes e adereços, mas ironicamente sem latas (daí o nome). Apenas nos anos 70 começou-se a usar latas atadas por fios.

  • Repúblicas – Originadas em Coimbra, as repúblicas foram criadas pelo Diploma de 1309 de D. Dinis, onde ordenava a construção de casas destinadas a estudantes. Estas casas são geridas pelos residentes onde todos são “iguais”, ao contrário da hierarquização que se encontra na praxe. Cada república tem as suas tradições (hinos, símbolos, gritos, etc).

O sino mais importante da Torre da Universidade de Coimbra chama-se Cabra. Os seus toques anunciam o começo e o final do dia de aulas sendo estes conhecidos como os toques matutinos e vespertinos, respetivamente. O badalo do sino já foi, por mais que uma vez, roubado, gesto quase impossível face ao difícil acesso a que está sujeito, mas que os estudantes levaram a cabo, para que não tivessem aulas no dia seguinte. Só existe praxe em dias que haja toque matutino da Cabra. 

O designativo de “cabra”, atribuído pela turba estudantil mercê das implicações restritivas que o toque do sino tem na sua vida quotidiana, acompanha de forma inexoravelmente a mística da universidade e os próprios desígnios da Cidade de Coimbra. Provando que a tradição é por vezes muito mais importante do que a própria realidade, e que dela depende a identidade mais profunda e os próprios arquétipos de pensamento de uma determinada comunidade, o toque da cabra confere à comunidade que por ali passou um laço firme de coesão que o passar dos anos não consegue esbater.

Os Archeiros são a Guarda oficial da Universidade. No Paço das Escolas a polícia só entra com autorização do Reitor. Hoje em dia é uma formalidade, mas a verdade é que esta regra nunca deixou de ser cumprida. Quando existe algum desacato, a polícia pára junto à Porta Férrea e pede autorização ao Reitor para entrar no Paço. Entre outras funções dos archeiros, contam-se a abertura e o fecho da Porta Férrea e o toque do sino da Universidade.
O dia 1 de Março é o Dia da Universidade de Coimbra.
Sendo um dos ícones da cidade de Coimbra, diz-se que o número de vezes que se tropeça nestas escadas é igual ao número de cadeiras a que se vai chumbar nesse ano.
Os caloiros podem adquirir e usar Capa e Batina. Durante o seu uso, a Capa não pode estar separada por uma distância superior a um braço estendido da pessoa a quem pertence.
O monumento em homenagem a Luís de Camões foi uma iniciativa dos estudantes da Universidade de Coimbra, por ocasião das comemorações dos trezentos anos da morte do poeta em 1881 e colocado perto da Porta Férrea. Este monumento mudou várias vezes de sitio e está agora situado na Avenida Sá da Bandeira. Trata-se de um monumento encimado por uma coroa de louros tendo na base um leão em bronze. Leão este desprovido de testículos faltando ainda dois versos d’Os Lusíadas sem os quais não se compreende o monumento: Melhor merecê-los sem os ter/Que possuí-los sem os merecer.
No piso inferior da Biblioteca Joanina funcionou a Prisão Académica. Os estudantes regiam-se por um código de conduta próprio e caso quebrassem as regras poderiam ser condenados a 1 ou 2 dias de prisão. O Reitor era o juiz da prisão académica e nos casos mais graves, os estudantes eram enviados para a solitária. A prisão académica pode ainda hoje ser visitada.

O sino mais importante da Torre da Universidade de Coimbra chama-se Cabra. Os seus toques anunciam o começo e o final do dia de aulas sendo estes conhecidos como os toques matutinos e vespertinos, respetivamente. O badalo do sino já foi, por mais que uma vez, roubado, gesto quase impossível face ao difícil acesso a que está sujeito, mas que os estudantes levaram a cabo, para que não tivessem aulas no dia seguinte. Só existe praxe em dias que haja toque matutino da Cabra. 

O designativo de “cabra”, atribuído pela turba estudantil mercê das implicações restritivas que o toque do sino tem na sua vida quotidiana, acompanha de forma inexoravelmente a mística da universidade e os próprios desígnios da Cidade de Coimbra. Provando que a tradição é por vezes muito mais importante do que a própria realidade, e que dela depende a identidade mais profunda e os próprios arquétipos de pensamento de uma determinada comunidade, o toque da cabra confere à comunidade que por ali passou um laço firme de coesão que o passar dos anos não consegue esbater.

Os Archeiros são a Guarda oficial da Universidade. No Paço das Escolas a polícia só entra com autorização do Reitor. Hoje em dia é uma formalidade, mas a verdade é que esta regra nunca deixou de ser cumprida. Quando existe algum desacato, a polícia pára junto à Porta Férrea e pede autorização ao Reitor para entrar no Paço. Entre outras funções dos archeiros, contam-se a abertura e o fecho da Porta Férrea e o toque do sino da Universidade.
O dia 1 de Março é o Dia da Universidade de Coimbra.
Sendo um dos ícones da cidade de Coimbra, diz-se que o número de vezes que se tropeça nestas escadas é igual ao número de cadeiras a que se vai chumbar nesse ano.
Os caloiros podem adquirir e usar Capa e Batina. Durante o seu uso, a Capa não pode estar separada por uma distância superior a um braço estendido da pessoa a quem pertence.
O monumento em homenagem a Luís de Camões foi uma iniciativa dos estudantes da Universidade de Coimbra, por ocasião das comemorações dos trezentos anos da morte do poeta em 1881 e colocado perto da Porta Férrea. Este monumento mudou várias vezes de sitio e está agora situado na Avenida Sá da Bandeira. Trata-se de um monumento encimado por uma coroa de louros tendo na base um leão em bronze. Leão este desprovido de testículos faltando ainda dois versos d’Os Lusíadas sem os quais não se compreende o monumento: Melhor merecê-los sem os ter/Que possuí-los sem os merecer.
No piso inferior da Biblioteca Joanina funcionou a Prisão Académica. Os estudantes regiam-se por um código de conduta próprio e caso quebrassem as regras poderiam ser condenados a 1 ou 2 dias de prisão. O Reitor era o juiz da prisão académica e nos casos mais graves, os estudantes eram enviados para a solitária. A prisão académica pode ainda hoje ser visitada.

O sino mais importante da Torre da Universidade de Coimbra chama-se Cabra. Os seus toques anunciam o começo e o final do dia de aulas sendo estes conhecidos como os toques matutinos e vespertinos, respetivamente. O badalo do sino já foi, por mais que uma vez, roubado, gesto quase impossível face ao difícil acesso a que está sujeito, mas que os estudantes levaram a cabo, para que não tivessem aulas no dia seguinte. Só existe praxe em dias que haja toque matutino da Cabra. 

O designativo de “cabra”, atribuído pela turba estudantil mercê das implicações restritivas que o toque do sino tem na sua vida quotidiana, acompanha de forma inexoravelmente a mística da universidade e os próprios desígnios da Cidade de Coimbra. Provando que a tradição é por vezes muito mais importante do que a própria realidade, e que dela depende a identidade mais profunda e os próprios arquétipos de pensamento de uma determinada comunidade, o toque da cabra confere à comunidade que por ali passou um laço firme de coesão que o passar dos anos não consegue esbater.

Os Archeiros são a Guarda oficial da Universidade. No Paço das Escolas a polícia só entra com autorização do Reitor. Hoje em dia é uma formalidade, mas a verdade é que esta regra nunca deixou de ser cumprida. Quando existe algum desacato, a polícia pára junto à Porta Férrea e pede autorização ao Reitor para entrar no Paço. Entre outras funções dos archeiros, contam-se a abertura e o fecho da Porta Férrea e o toque do sino da Universidade. 

O dia 1 de Março é o Dia da Universidade de Coimbra.

Sendo um dos ícones da cidade de Coimbra, diz-se que o número de vezes que se tropeça nestas escadas é igual ao número de cadeiras a que se vai chumbar nesse ano.

Os caloiros podem adquirir e usar Capa e Batina. Durante o seu uso, a Capa não pode estar separada por uma distância superior a um braço estendido da pessoa a quem pertence. 

O monumento em homenagem a Luís de Camões foi uma iniciativa dos estudantes da Universidade de Coimbra, por ocasião das comemorações dos trezentos anos da morte do poeta em 1881 e colocado perto da Porta Férrea. Este monumento mudou várias vezes de sitio e está agora situado na Avenida Sá da Bandeira. Trata-se de um monumento encimado por uma coroa de louros tendo na base um leão em bronze. Leão este desprovido de testículos faltando ainda dois versos d’Os Lusíadas sem os quais não se compreende o monumento: Melhor merecê-los sem os ter/Que possuí-los sem os merecer.

No piso inferior da Biblioteca Joanina funcionou a Prisão Académica. Os estudantes regiam-se por um código de conduta próprio e caso quebrassem as regras poderiam ser condenados a 1 ou 2 dias de prisão. O Reitor era o juiz da prisão académica e nos casos mais graves, os estudantes eram enviados para a solitária. A prisão académica pode ainda hoje ser visitada.

Chinese (Simplified) ZH-CN English EN French FR German DE Italian IT Portuguese PT Russian RU Spanish ES